O bullying é uma prática reiterada ou repetitiva de humilhações contra a mesma pessoa. São ofensas físicas ou morais, através de agressões, xingamentos, gozações e humilhações. Quem pratica essa discriminação se baseia em suposta diferença física, psicológica ou comportamental. No seu doentio entendimento, o praticante vê essas diferenças entre sua pessoa e a da vítima. No fundo, todavia, a causa é a ignorância, a prepotência. Ninguém é superior a ninguém.
De fato, os praticantes dessas ofensas gozam de situação privilegiada ou vantajosa em relação a suas vítimas, sob o ponto de vista econômico ou social. O autor vê na vítima uma situação de inferioridade. A ignorância é uma trava nos olhos dessas pessoas. Essa trava impede o ofensor de compreender que Deus fez todos nós à semelhança dele. Logo, quem se julga melhor do que seu semelhante está se considerando superior a Deus.
Normalmente isto ocorre em ambientes escolares, no mundo real, mas pode acontecer também pela internet. O autor posta suas ofensas e cria oportunidade para uma quantidade bem maior de pessoas tomarem conhecimento delas.
O bullying produz vários efeitos na vítima. Para começo e conversa, é uma grave discriminação. Causa sofrimento, baixa estima e brigas. Acarreta falta às aulas, baixo rendimento escolar e até reprovação. Afeta o relacionamento social e, conforme o caso, cria complexo de inferioridade na vítima. Causa revolta e até depressão. Prejudica a qualidade de vida da vítima.
Os país dos agressores, por serem responsáveis pela educação dos filhos, incluídas as boas maneiras, possuem grande parcela de responsabilidade. Cultivar as virtudes e os verdadeiros valores é uma obrigação primária dos pais, que não podem transferir essa tarefa inteiramente para os professores. Por isto, os pais podem ser condenados ao pagamento de indenização por danos morais, caso a vítima ou sua família venha a reclamar isto na justiça.
A escola, tendo conhecimento dessa prática, não pode se omitir. Deve adotar providências. Primeiro, deve conversar com o aluno ou grupo de alunos ofensores, explicando sobre as consequências dessa prática. Se isto não bastar, o diretor do estabelecimento, público ou particular, deve convidar os pais dos agressores. Ao final do encontro, deve ser lavrada uma ata, para que fique documentada a providência adotada. Caso contrário, a escola também pode ser responsabilizada, se for particular. Sendo escola pública, a responsabilidade, em caso de ajuizamento de ação de indenização, será do Município ou do Estado.
Nenhum diretor, professor ou orientador pode deixar de incutir em seus alunos a educação moral e cívica. O ensino sem ética é como a semente que se lança num pedregal. O mesmo ocorre com uma casa sem lar.
A escola e os pais devem conscientizar os jovens sobre a igualdade de todos. Ensinar a compreender diferenças físicas, patrimoniais e sociais é fundamental. Cultivar o arrependimento, o respeito, o sentido do perdão e a fraternidade equivale a mostrar ao filho ou ao aluno a candeia da humildade, da compreensão. Isto edifica o jovem e humaniza a sociedade.
A próxima matéria será sobre drogas, como flagelo mundial. Divulgue este blog.
* juiz federal (jfodilon@trf3.jus.br)

Odilon, com todo o respeito, meritíssimo. O SR. É O CARA!! Parabéns pelo belíssimo trabalho à frente das varas de Ponta Porã e Campo Grande. Se tivéssemos mais uns 5 Odilons à frente das varas nas nossas fronteiras, certamente a criminialidade organizada no Brasil iria cair drasticamente. Infelizmente, o sr. acabou pagando o seu caráter e honestidade com a própria liberdade, o que o torna ainda mais admirável.
ResponderExcluirObrigado por ser brasileiro. Obrigado pelos serviços prestados ao nosso país.
Sr. Odilon de Oliveira:
ResponderExcluirEm dezembro de 2009,recebi um email do EngºEduardo Minssen,onde era relatado a sua competência e as dificuldades encontradas para sobreviver em Ponta Porã.
Sinceramente o sr. é um ídolo e uma referência nacional em um país onde a corrupção e a inpunidade campeiam solto.
Tornei-me seu fã, e repasso a todos que conheço os seus feitos.
O SR.É O CARA, de fato e de direito.
Quem sabe um dia este país seja constítuido em sua maioria de homens com o seu perfil e com o seu caráter.
Matéria bem pertinente... realmente se formos analisar a origem do BULLYING é porque o agressor quer mostrar sua superioridade (quer mostra que é o macho alfa do grupo)...
ResponderExcluirdevo salientar que gostei dessas sentenças:
"A ignorância é uma trava nos olhos dessas pessoas. Essa trava impede o ofensor de compreender que Deus fez todos nós à semelhança dele. Logo, quem se julga melhor do que seu semelhante está se considerando superior a Deus."
e
"O ensino sem ética é como a semente que se lança num pedregal. O mesmo ocorre com uma casa sem lar."
...
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O pior que quando o BULLYING começa (em qualquer ambiente, mas na escola é pior) ou se corta o mau pela raiz ou aquilo vai crescendo a um nível psicológico atormentador para o agredido... que as conseqüências se tornam cada vez piores.
Caro Dr. Odilon.
ResponderExcluirSou funcionário público federal. Trabalho na UFRN, num cidadezinha do interior do Rio Grande do Norte. Quero externar a minha admiração pela sua atuação como juiz de direito. O Sr. dignifica a força e a coragem do homem nordestino.
Parabéns e que Deus siga lhe dando forças!!!
Joselito Barreto
Currais Novos/RN